Boxe – Definição e Efeitos Colaterais

O boxe, também conhecido como pugilismo, surgiu há cerca de cinco mil anos no Egito, e é considerando esporte olímpico desde antiguidade. Durante os combates, os lutadores usam apenas os punhos para atacar ou defender, o que torna um esporte extremamente violento. Por conta disso, segundo estudos médicos, a prática do boxe pode causar danos neuropsiquiátricos significativos aos atletas. Esse é o lado ruim do boxe. Quando começou, o boxe era praticado com as mãos descobertas, tornando os combates ainda mais violentos. Somente a partir de 1872 a obrigatoriedade do uso das luvas foi introduzida no esporte, assim como a limitação dos tempos dos rounds e o intervalo para descanso. Apesar de muito popular, o lado ruim do boxe é o alto risco que oferece aos seus praticantes. Como a maioria dos golpes se concentra na região da cabeça os traumatismos são frequentes e acabam afetando o sistema nervoso central. Mesmo nas lutas em que são usados os capacetes protetores, o risco de lesões é alto. Especialistas alertam que esse lado ruim do boxe pode desencadear, além de hemorragias cerebrais, uma série de problemas neurológicos, como a “demência pugilística”, assim chamada por ser muito comum entre os boxeadores profissionais, e apresenta sintomas semelhantes ao mal de Alzheimer.

Consequências

Pesquisas recentes indicam que cerca de 20% dos boxeadores profissionais desenvolvem doenças neurológicas em consequência dos golpes recebidos durante os combates. O esporte tem o seu glamour e os campeões se transformam em personalidades, mas o lado ruim do boxe muitas é vezes é ignorado pelos fãs. Muitas das sequelas causadas pela violência das lutas podem se manifestar mais tarde, no final da carreira ou após a aposentadoria, com a chamada encefalopatia progressiva crônica do boxeador, ou “demência pugilística”. Esse lado ruim do boxe vem sendo estudado por especialistas em medicina esportiva, pois esses danos são graves e, muitas vezes, irreversíveis. Um exemplo bastante conhecido é caso do supercampeão Muhammad Ali, que acabou desenvolvendo a Síndrome de Parkinson em consequência dos muitos golpes sofridos nos combates durante a sua carreira, apesar de muitos especialistas contestarem essa versão. Frequentemente, ele é visto em campanhas para chamar a atenção para esse lado ruim do boxe, e pedindo providências para prevenir e diminuir os riscos para os novos boxeadores. Os danos causados pelos golpes se tornam irreversíveis porque os neurônios não se regeneram como as demais células do corpo. Assim, o lado ruim do boxe é que os neurônios danificados pela sequência de combates continuam danificados para sempre.
Muhammad-Ali

Esporte

Um dos momentos mais marcantes e violentos do esporte é o nocaute, previsto nas regras, mas que desencadeia uma série de sintomas – entre eles, fortes dores de cabeça, esquecimento, náuseas, problemas auditivos, além de dificuldades para andar. Após um nocaute, o boxeador vive esse lado ruim do boxe durante o período de recuperação, que pode variar conforme a violência do combate. Médicos estudaram as modificações nos níveis do fluido cerebral após uma luta e encontraram alterações químicas devido às mudanças repentinas de pressão, causadas pela sequência dos golpes violentos na cabeça.

Além do risco de lesões na cabeça, o boxe pode alterar o ritmo do coração e prejudicar o sistema ósseo do atleta. Apesar dos muitos e riscos e consequências preocupantes, muitas pessoas não vêm o lado ruim do boxe e o praticam nas academias para melhorar o condicionamento físico. É importante salientar que os problemas se agravam com a sequência no esporte, por isso, o lado ruim do boxe se torna mais grave para os profissionais, já que, nas academias, os praticantes o tratam como divertimento e não como responsabilidade, pois o objetivo é apenas combater o stress e melhorar a forma física.